quarta-feira, 25 de setembro de 2013

EXEMPLO DE LEITURAS PREFERIDAS- Sapos fingem-se de mortos por defesa

                                          Sapos fingem-se de mortos por defesa

Comportamento denominado "tanatose" despista os predadores, que se alimentam apenas de carne fresca

26/08/2013 - 13:17
Terra da Gente


Dominadores natos das artes cênicas, sapos de diferentes espécies se fingem de mortos em nome da sobrevivência. A encenação é tão verossímil que chega a ter direito à barriga para cima, pernas abertas e pata sobre o peito. Esse comportamento é denominado “tanatose” e é utilizado por répteis e anfíbios na defesa contra predadores. Ao detectar perigo, os animais ficam estáticos por alguns minutos, deixando o ventre à mostra.

De acordo com o biólogo Renato Gaiga, a estratégia da “falsa morte” é muito eficaz na natureza, já que muitas espécies se alimentam apenas de carne fresca. “Os próprios anfíbios são predadores deste tipo, só predam aquilo que se mexe e que está vivo. Assim, é funcional para a presa deixar seu ventre a mostra. Muitas espécies ainda trazem uma coloração chamativa na parte inferior que indica que, além de o bicho estar “morto”, pode ser venenoso”, diz.

Gaiga conta que essa tática defensiva é antiga e está presente em diversos animais. Fósseis de animais que morreram em posição de tanatose já foram registrados. Tanto vertebrados quanto invertebrados são capazes de ficar sem se movimentar por minutos, até sentirem-se seguros novamente.


Serpentes também utilizam muito a estratégia. Gaiga conta que já encontrou um casal de corais verdadeiras da espécie Micrurus surinamenses, em um igarapé da Amazônia, fingindo-se de morto. “Ao retirarmos os indivíduos da água (são corais aquáticas, uma das poucas espécies) a fêmea, realizou um comportamento de achatamento dorso lateral e ficou estática. Virei o bicho de barriga pra cima e ele nem se mexeu... Mal respirava! Não esperava aquele comportamento”, lembra.

A tanatose pode render histórias engraçadas. O biólogo relembra outros dois casos em que foi surpreendido pelo comportamento. “Me recordo de um sapo que ficou “sentado”, quando o encontrei. O bicho parecia uma pessoa assistindo televisão [risos]. Foi uma situação bem inusitada. Outro momento engraçado foi quando observei uma perereca da espécie Phyllomedusa nordestina que se fingiu de morta e, para não cair do galho, ficou pendurada por apenas uma das patas traseiras”, diz.



Ao se deparar com um animal fingindo-se de morto é importante evitar tocá-lo. Porém, caso a pessoa tenha contato com o réptil ou anfíbio, é preciso lavar as mãos o quanto antes. “Não podemos sair por aí pegando em animais silvestres, sem o devido conhecimento. As pessoas devem evitar tocar nos sapos, mas caso aconteça, não devem levar as mãos aos olhos, boca, nariz e lugares revestidos por mucosa. Os sapos são inofensivos, mas apresentam substâncias de proteção na pele que podem provocar irritações em humanos”, alerta Gaiga

 Publicado por:
 Revista Terra da Gente On-line. Disponível em:
  

<http://www.terradagente.com.br/biblioteco/NOT,0,0,874881,Sapos+fingem-se+de+mortos+por+defesa.aspx>. Acesso em 25/09/20013



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