A leitura na minha vida é marcada por várias fases,
quando era criança lembro-me dos primeiros livros que minha mãe comprou, um era
de historias infantis divididas em estações do ano, 1 para cada dia, e eu
adorava ver as figuras e ouvir minha mãe lendo as historias, também lembro dos
meus primeiros livros sem textos no qual me divertia muito, na escola li os
clássicos, alguns lembro-me de ler várias vezes, quando pequena não gostava
daqueles “livros de adultos” que com o tempo você vai crescendo amadurecendo e
conseguindo enxergar a beleza e a arte naqueles livros, lembro-me que li o
“Auto da Barca do Inferno” e “Macunaíma” na escola e achava aqueles livros sem
pé nem cabeça, quando no cursinho fiz as aulas de livros, eram aulas de sábado,
as vezes o dia todo, mas abriram meus olhos para a beleza daquelas obras de
arte, lembro-me do professor de literatura lendo e encenando as escritas e de
como eu ficava fascinada com aquilo, pensava -como alguém pode ser tão
inteligente, criativo e louco para pensar em histórias assim- e depois chegava
em casa e devorava aqueles livros, também lembro na adolescência como gostava
de Revistas Teens que apesar de não serem textos muito confiáveis e
cultos faziam parte da minha vida, e dos padrões sociais da época, lia todas
elas e acreditava naquilo. Depois na faculdade, além dos livros científicos,
líamos muitos artigos e comecei a aprender a fichar e sistematizar aquelas
informações e debatê-las em sala de aula, isso com certeza mudou muitíssimo
minhas concepções sobre vários assuntos relativos a educação, ciência,
psicologia, política, etc. Cada dia mais sinto a necessidade da leitura para
atualização como professora e na construção das minhas ideias como pessoa, pois
como o filosofo Sócrates dizia “o maior sábio é aquele que sabe que nada sabe”
e acredito que o conhecimento e a sabedoria só pode ser construída com o
auxilio de muita leitura e reflexão.
Bruna Nobile da Matta
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